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terça-feira, 21 de julho de 2020

Quem é ridículo afinal?!







Às vezes temos tanto medo do ridículo que dizemos que algo não é mais para a nossa idade ou não combina mais conosco. Quem disse?! Por que temos que seguir os padrões? Quem foi que estabeleceu esses padrões? Baseado em que? ... Seguir padrões para as pessoas não falarem da gente?! Oh! Ledo engano! Diminuamos a ingenuidade, pois falarão assim mesmo!...




Então sejamos  felizes sem se importar com o que os outros pensam ao nosso  respeito, pois os outros são os outros e só. Se você gosta do colorido não dê lugar exclusivo ao acinzentado, pois gorda ou magra, loira ou morena, com sobrancelhas "artificiais" ou não, com unhas pintadas ou não, de salto ou sem salto, você só precisa ser você para ser amada e para sentir-se bem.

Tem gente que se preocupa tanto com as regras estabelecidas por essa nossa sociedade hipócrita e excludente, que tem tanto medo do ridículo, que se torna por si só uma pessoa ridícula. E eu estava nesse caminho, sendo meu próprio algoz.



Dê risada alto, fale alto, dance, desça do salto, polemize (com moderação e respeito), seja mais você, divirta-se, diga que ama, diga não, diga ao outro o que você gosta e o que você simplesmente não quer,  seja sincero consigo mesmo e verá como sua qualidade de vida mudará.




A partir do momento que me voltei para mim e passei a enxergar a pessoa extraordinária que sou, o ser humano altruísta, cheio de erros, mas também de acertos, tudo mudou para melhor. Passei mais de 20 anos da minha vida seguindo as opiniões alheias e acreditando que era incapaz para muitos feitos, que hoje são realizados sem grandes sacrifícios.




Gosto de escrever dessa maneira “rasgada” porque estou cansada dos padrões por trás de onde se escondem pessoas inseguras e amargas. Desejo que o meu ser evolua cada dia mais e que eu deixe para trás tudo aquilo que me fez chorar, que me sucumbiu, que me obscureceu. Agora devo tentar colorir mais meus dias, por isso tenho usado mais o vermelho, o vinho, o laranja, o amarelo ao invés do preto, que também tem seu encanto, mas era a única cor com a qual eu me achava “combinar”.




E sobre padrão e sinceridade demais, eu disse uma vez a uma pessoa que roupa estampada era muito “cheguei”, e essa pessoa gostava de roupa estampada. Quando notei o que tinha feito fiquei morta de vergonha, pois essa de ser “cheguei” ouvi e estava reproduzindo de uma pessoa extremamente preconceituosa e desagradável que em nada tinha a minha admiração.

Tá aí outra coisa que aprendi a deixar de fazer: teimar em dizer “minhas” verdades, pois diz o ditado que quem teima em dizer verdades, perde amizades. Você já parou para pensar se todos que tivessem uma crítica em relação a você te dissessem na cara, como muitos se orgulham em dizer que fazem?! Pois é, será que aguentaria tanta sinceridade?! Hum... talvez seja por saber que não aguentaríamos que Deus não permite que saibamos os pensamentos alheios ao nosso respeito.

A mente humana é muito complicada, então precisei aprender a deixar as coisas fluírem mais naturalmente, a ser mais flexível, a perdoar mais, a tolerar mais e a entender que cada um tem seu tempo, seu jeito, suas preferências, suas frustrações e suas formas de sentir-se bem e eu não tenho o direito de interferir, mesmo sendo em nome dos "bons costumes"...






Beijos de luz,
Maracy 
SP 21/07/2020





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