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domingo, 28 de agosto de 2011

Reportagem sobre obesidade - País em que os pais obrigam as filhas a comer e outros assuntos.











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sábado, 27 de agosto de 2011

"Porca gorda". Por que as pessoas acima do peso nos incomodam tanto?

Eu não poderia deixar de postar esta matéria. Até porque também assisti à peça e me senti de maneira bem parecida.

É longa sim, mas vale a pena ler!

"Porca gorda"



Por que as pessoas acima do peso nos incomodam tanto?


 ReproduçãoELIANE BRUM

ebrum@edglobo.com.br Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua(Globo).
Assisti à “Gorda”, peça teatral em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. Ri muito. Em certo momento, meu riso ficou triste. Eu estava triste. Não pela gorda da peça, mas por me reconhecer no preconceito contra ela. No final, chorei.
Este é o enredo. Helena e Tony se conhecem num restaurante. Ela é gorda. Não gordinha. Gorda mesmo. Helena é vivida com muita competência pela atriz Fabiana Karla, de Zorra Total (TV Globo). Segundo a sinopse oficial, a personagem está 30 quilos acima do peso. Se compararmos com uma das modelos da moda, deve estar uns 50. Tony (o ótimo Michel Bercovitch) gosta dela. Ela é inteligente, divertida, sensual. Bonita. Helena gosta dele. Os dois se apaixonam. Mas, como um cara jovem, bem sucedido, MAGRO e disputado pelas mulheres MAGRAS pode escolher uma gorda, amar uma gorda, ser feliz com uma gorda?
A reação social diante da versão de amor impossível da nossa época é protagonizada por Caco (Mouhamed Harfouch), amigo e colega de trabalho de Tony, e por Joana (Flávia Rubim), sua ex gostosa, cujo maior temor da vida é engordar. São eles que representam, no enredo e no palco, pessoas como nós – sempre menos magras do que gostariam, magras o suficiente para não serem chamadas de gordas na rua.
O texto do americano Neil Labute é inteligente, rápido, fatal. Rimos muito. Primeiro, com ela. Helena é uma mulher bem-humorada. Como muitos gordos, defende-se fazendo piadas sobre seu tamanho. A velha regra: adiante-se, ria de si mesmo, antes que os outros o façam com a crueldade habitual. Se perder o timing, não acuse o golpe – ou nunca mais o deixarão em paz.
Aos poucos, começamos a rir muito dela (e não mais “com” ela), pelas piadas de Caco, ao descobrir que o amigo está namorando uma “porca gorda”. Fat Pig é o nome original da peça. Mas gostamos de Helena, testemunhamos o apaixonamento dos dois, sabemos que eles são felizes juntos. E passamos a nos sentir mal de rir, ainda que continuemos rindo. Não queremos ser como Caco – muito menos como Joana. Mas somos tão parecidos!
Nós – o senso-comum sentado na plateia – somos o mais próximo de um vilão que esta peça produz. O texto e os atores são competentes o suficiente para fazer com que a gente prefira não vencer. Torcemos para que Helena e Tony consigam ficar juntos, apesar de nós. Torcemos para que eles consigam vencer nosso preconceito e nos tornar melhores do que somos. Não sei se torceríamos assim num episódio da vida real. E esta é a questão que a peça também nos deixa.
O final é brilhante.
Acho que vale a pena pensar sobre as questões que esta peça provoca. Começando por: qual é o nosso problema com os gordos?
Sobre a transformação do padrão de beleza, das rechonchudas musas da Renascença às modelos esquálidas e/ou musculosas de hoje, já se escreveu bastante. A pergunta que me desperta maior interesse não se refere – apenas – ao fato de acharmos as gordas feias, de relacionarmos gordura com feiúra. A questão que mais me intriga é: por que muitos acham as gordas (e os gordos) repugnantes? Se você não disse ou pensou, já ouviu alguém dizer: “olha que gorda nojenta!”.
Horrível. Mas tão comum que nos obriga a ir em frente.
Com todas as diferenças que, para nossa sorte, garantem a diversidade do mundo, somos impelidos a ser politicamente corretos. Fazer piadas com aquelas que foram as vítimas de sempre até não muito tempo atrás, como negros, gays, deficientes etc, pega mal hoje em dia. Temos de ser politicamente corretos ou corremos o risco de ser processados – ou mesmo de acabar na cadeia. Por que o privilégio de não ser ridicularizado não foi estendido aos gordos? Sobre os gordos podem ser ditas as coisas mais cruéis. E ainda se manter do lado certo da força.
O que diz o senso comum sobre os gordos? Primeiro, que são feios. Em geral, o máximo de elogio que um gordo consegue arrancar é: “Que pena, tem um rosto tão bonito…”. Dizem que são preguiçosos. Se fizessem exercícios – e como ousar não se exercitar neste mundo? – perderiam aquela pança. Afirma-se também que são sem-vergonhas. Se tivessem vergonha na cara, respeito próprio, fechariam a boca e seriam magros. E, então, poderiam pertencer ao clube dos magr
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Portanto, segundo o senso comum, além de feios e preguiçosos, gordos também teriam falhas de caráter. E, como tudo, para as mulheres acima do peso é ainda pior. Neste mundo em que se compram peitos, bocas e bundas no crediário, soa imperdoável não arrancar a gordura à faca. Já ouvi muitas vezes frases como estas, referindo-se a alguém com mais quilos do que o “permitido”: por que não faz logo uma cirurgia de redução de estômago? Seguida por uma cirurgia reparadora e uma lipoescultura? Simples assim.
Sobre o estado psíquico dos gordos, a percepção é confusa. Por um lado, persiste a ideia de que todo gordo é engraçado. É um pândego. Como bobo da corte ou comediante, ele pode ser aceito. Nós mesmos, só conhecíamos Fabiana Karla como atriz do Zorra Total. Ninguém imaginou que, ainda que fazendo o papel de “gorda”, ela pudesse ter outros recursos que não a graça. Que os gordos mostrem nuances que não virem piada nos surpreende. Que eles possam nos fazer pensar sobre outras dimensões da vida é inesperado. Que tenham questões existenciais que não girem em torno de uma balança é estarrecedor.
Por outro lado, o senso comum também diz que, se é gordo, só pode ser infeliz. A maioria de nós acredita e repete isso. Fulano come demais, é infeliz. Fulano não consegue fechar a boca, é infeliz. Fulano compensa a infelicidade comendo. Ora, desde quando magreza se tornou sinônimo de felicidade? Você, magro ou magra, é loucamente feliz? Está rolando de rir vida afora? Ops, magros não rolam.
O mais disfarçado dos preconceitos vem embalado pelo discurso da saúde. É verdade que a obesidade está crescendo no Brasil. E é verdade que isso é sério. E é legítimo e relevante pensar e discutir o fenômeno com responsabilidade.
Mas será que não há um exagero nisso? Ou pelo menos do uso preconceituoso que se faz de uma questão tão séria? Hoje, quando olham para um gordo, além de feio, preguiçoso e sem-vergonha, muitos enxergam também um doente. Gordura virou sinônimo de doença. E nossa sociedade, que morre de medo de morrer, foge da doença. E das pessoas doentes. Os gordos parecem ser os leprosos de nosso tempo. E esta seria minha primeira hipótese para a repugnância que as pessoas gordas parecem evocar.
Não se trata de afirmar que a gordura não está relacionada a doenças – ou que a obesidade não seja uma doença. A Organização Mundial da Saúde afirma que é, quem sou eu para discordar. Só tento mostrar que é preciso tomar cuidado para não cometermos as mesmas crueldades que nossos antepassados consumaram ao exorcizar epiléticos, isolar leprosos. Todas essas práticas sempre foram realizadas em nome do “bem”. Guardadas as proporções e o momento histórico, nossa sociedade pode estar transformando os gordos, com os instrumentos desta época, nos culpados pela nossa impotência diante da doença e da morte.
Hoje a vida tornou-se uma patologia. Difunde-se que muito do que sentimos não deveríamos sentir. O ideal seria só sentir alegria num corpo magro, musculoso e eterno. Para cada sentimento e estado que extrapole estes limites impossíveis há uma patologia e uma penca de remédios e procedimentos cirúrgicos para “curá-la”. Acredito que vale a pena ter um pouco de cautela, enfiar alguns pontos de interrogação na cabeça, antes de sairmos rotulando todos os gordos como doentes. E, pior, com uma doença que dependeria só de boa vontade individual para ser curada.
Eu sou mais ou menos magra. Longe, bem longe do peso de uma modelo, mas ninguém me chamaria de gorda na rua. A maior parte da minha família é magra. E todos nós temos doenças. Eu tenho quatro hérnias de disco. Meu pai, mesmo com um metabolismo fenomenal e índices de colesterol e triglicérides perfeitos, tem problemas cardíacos desde jovem. Meu irmão do meio não tem um grama de gordura a mais no corpo, come alimentos saudáveis e se exercita com método: a cada semana corre quatro dias, faz musculação e natação em outros dois. Ainda assim, é um pré-diabético.
Parece-me lógico que o envelhecimento traga doenças. A vida nos gasta. Nosso corpo também tem prazo de validade. Pela biologia, estamos prontos para morrer assim que alcançamos a idade reprodutiva, transmitimos nossos genes e criamos nossa prole. Conseguimos, à custa da Ciência (e ainda bem que conseguimos!) espichar nosso tempo de vida e até com qualidade crescente. Mas, infelizmente, não vamos nos livrar das doenças. Nem de morrer. É duro olhar para os limites. Mas não fazê-lo pode ser pior.
Os gordos podem ser vítimas de nosso medo de morrer. Pagam um preço alto pela nossa dificuldade de lidar com a desordem inerente à existência humana. Tornamos suas vidas insuportáveis – inclusive as lojas bacanas, que se recusam a oferecer números maiores que 42 – porque eles apontam em seus excessos aquilo que nos falta a todos: controle sobre a vida. Esta é uma hipótese, apenas. Acredito que existam muitas outras.
Acho importante tentar compreender porque insistimos em jogar os gordos na fogueira contemporânea. Por todas as razões que dizem respeito à vida de todos – e principalmente para não infligirmos sofrimento ao outro que nos ameaça com sua diferença. Só sei o óbvio: tanto medo, capaz de causar repugnância, revela mais sobre os magros do que sobre os gordos.
Talvez, num dia próximo, não seja preciso escrever em termos de “nós” – e “eles”. A vida é diversa. Sempre houve os magros, os gordos, os altos, os baixos, os de olhos azuis, os de pele escura. Esta riqueza é um patrimônio humano que fez muito bem à espécie. Ser capaz de reter gordura, aliás, garantiu nossa sobrevivência por milênios. Quando os gordos lutam para ser magros, estão brigando contra a biologia. Algo nada fácil de fazer. Muito menos de vencer.
Se engordamos – por herança genética ou outras razões –, não há um só caminho a seguir, uma única estrada para a luz. Pelo menos acredito que não. Emagrecer não é a única alternativa – seja para atender ao padrão de beleza vigente ou para responder ao modelo de saúde atual. A vida é um pouco mais complexa que isso. E há muitas maneiras de medir sua qualidade – assim como o significado de uma existência plena varia de uma pessoa para outra tanto quanto sua disposição genética para esta ou aquela doença.
Se um dia eu engordar muito e tiver problemas de saúde por causa do peso, possivelmente vou optar por continuar comendo minha feijoada semanal. Porque comer o que gosto é uma dimensão essencial da vida para mim – importante o suficiente para não abrir mão dela. Para outra pessoa, privar-se de seus pratos preferidos pode valer a pena em nome de uma vida mais longa ou de vestir um tamanho 38. Cada um tem suas prioridades. É bom lembrarmos que o pensamento dominante atual sobre a saúde não é apenas um produto do avanço da medicina, mas um produto da cultura. E do mercado.
A “gorda” da peça teatral não quer ser magra. Depois de um percurso sofrido na adolescência, ela gosta do que é. E nós, na plateia, também gostamos. Em determinado momento, percebemos que, se ela reduzir o estômago e fizer uma super dieta, algo essencial dela se perderá. Não é apenas uma questão de arrancar gordura do corpo. O que está em jogo é bem mais do que isso.
“Gorda” nos dá a oportunidade de enxergar mais que um acúmulo de células adiposas em outro ser humano. Ao olhar para Helena, a personagem da Fabiana Karla, nos deparamos também com o tamanho extra-large de nosso preconceito. Mesmo quando embalado em nossas melhores intenções.






sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Que amor é esse?!



Eu assisti a todo o vídeo e ao contrário do que minhas colegas pensaram, não fiquei mais ansiosa e com medo.

O que pude comprovar é que é um trabalho "artesanal" cujos médicos precisam muito da guia de Deus.

Quanto a mim, sei que só partirei no dia que o Criador quiser e creio que Ele me fará voltar vitoriosa de mais esta etapa da minha vida.

Algumas pessoas me julgam pela aparência, e me consideram fraca e desobediente a Deus, mas como sou consciente de que nem tudo que recebemos das mãos D'ele é porque temos merecimento, mas sim porque Ele é misericordioso, me tranquilizo e esqueço as setas que querem me ferir. E aí faço minhas as palavras do meu irmão mais velho: "Em minha amizade com Deus ninguém pode se intrometer!"

E um dos motivos  está neste texto que escrevi em 07/02/2010:

Que amor é esse?!




          Na sexta-feira à tarde (05/02/2010), após chegar do meu trabalho, percebi manchas roxas nas curvas dos meus braços, que estavam endurecidos e muito estranhos.

            Eu havia passado a semana toda dizendo que devido a minha pressão estar alta eu iria ao médico, e "enrolei", só fui quando vi os braços nessa situação.

            Chegando ao hospital foi constatado que minha pressão que eu achava que estava 14x9, estava mesmo era 20x12, e aí sim, eu só não entrei em pânico porque o médico me disse que se isso acontecesse eu só me prejudicaria mais. Disse ao médico que sou consciente que estou obesa, além de ter pai e mãe operados do coração.




      Fui medicada, e após uma hora e meia a pressão ainda estava alta; me medicaram de novo, após o eletro, e ai é que ficou de um jeito que puderam me mandar para casa.Tomei muitos remédios, injeções, enfim, cheguei em casa com muito sono.

    Dormi bastante, passei o sábado e o domingo muito sonolenta, e agora 17:53 do domingo, deitada sozinha, comecei a chorar e a  meditar:






      Ninguém veio me visitar, ninguém dos que se dizem de Deus, meus irmãos na fé, vieram sequer me dizer um oi;  nem aqueles que dizem que me amam e que me consideram muito, nem os que moram perto de mim… alguns amigos meus nem sequer o telefone atenderam. Eu sei que tem gente que nem sabe que eu fiquei doente, mas será que se soubessem viriam me ver?!

    Continuei pensando… e tentando me enganar: “Ah! É porque aqui em SP todo mundo trabalha a semana toda e no final de semana precisa descansar, ou ainda . Ah! É porque aqui o povo é assim mesmo, cada um por si, é tudo muito longe, está muito calor etc e tal”. E depois de procurar mil desculpas para o fato de ninguém ter ao menos me telefonado, cheguei a conclusão de que na verdade, o que falta mesmo é amor, aquele amor que os que se dizem cristãos dizem ter, mas que na verdade existe mesmo é no coração de bem poucas pessoas, um amor que às vezes descobrimos existir em quem nunca imaginávamos que pudesse existir…

     Não estou me vitimizando, apenas deixando de procurar me enganar, e admitindo que vivemos num lugar de maioria de  um povo sem amor, num  lugar aonde não tenho meus pais, irmãos, avós, tios, primos e nem uma vizinha que me traga uma sopa de feijão como fazia Nene lá em Orós, um lugar que não tem uma irmã Lourdinha lá de Camaçari para me abraçar e dizer que me ama, um lugar onde os irmãos da igreja visitam para saber porque  eu não congrego, mas que não querem saber como anda meu coração, como se o simples fato de estar sentado num banco de igreja todas as noites fosse mais importante do que amar um irmão doente e visitá-lo, ou ao menos fazer uma ligação para ele com um bônus de uma operadora de celular qualquer.

     E foi pensando em tudo isso que me veio em mente  o que há na bíblia e que talvez bem poucos já tenham realmente prestado atenção:

    “Quando o filho do homem voltar na sua glória, e todos os anjos com ele, sentar-se-á no trono glorioso.  Todas as nações se reunirão diante dele, e ele separará as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita, e dirá:    “Vinde, benditos de  meu Pai, Tomai posse do reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque:

Tive fome e me destes de comer.
Tive sede e me destes  de beber.
Era peregrino e me acolhestes.
Estive nu e me vestistes.
Estive enfermo e me visitaste.
Estive na prisão e viestes a mim.
Em verdade eu vos declaro:  todas  as  vezes  que  fizestes  isto  a  um  destes  meus  pequeninos, foi a mim que o fizestes”.


Voltar-se-á em seguida para os de sua esquerda (os cabritos) e lhes dirá:

“Retirai-vos de mim malditos,  ide  para o fogo  do inferno, fogo eterno destinado ao demônio e aos  seus anjos, porque: 

Tive fome, e  não  me destes de comer.
Tive sede, e  não  me destes  de beber.
Era peregrino e  não me acolhestes.
Estive nu e não me vestistes.
Enfermo e na prisão, e não  me visitastes”.       
                                             
Justiça final  de Jesus, em  Mateus,   25.31 em frente.

     Conforme essa revelação cristã, o meu semelhante é a própria emanação de Deus!


    Além disso, deixa claro que as relações com meus semelhantes se tornarão o fiel da balança de Deus na hora da justiça. Pela clareza dessa revelação não há como atribuir a ela mais de uma interpretação.


     Por esses versículos que costumo atribuir a um eficiente resumo dos preceitos Bíblicos, Jesus não dirá:

“Vinde benditos de meu Pai, porque me honrastes nas altíssimas catedrais ou no mais humilde dos templos”. Ou mesmo: Vinde benditos de meu Pai, porque integrastes tal ordem religiosa...”.  Mas Jesus dirá: “Vinde benditos de meu pai, porque trilhastes a estrada estreita demonstrando amor a mim através do amor que dedicastes aos teus semelhantes”.

       Não sou o Pasquale, mas...É isso!...


       Fiquem na paz e que todos nós procuremos amar mais e julgar menos, bem menos...







quinta-feira, 25 de agosto de 2011

“Gordo (a)" tem menos capacidade. Será?! Depende!!!

Um dia desses assisti a uma reportagem sobre uma professora aprovada em concurso público que não pôde assumir ser cargo por ser obesa. Pasmem! Por ser obesa!!!


E conheço a mãe de uma coleguinha da minha filha caçula que, após aprovação num concurso para a área também da educação, ao chegar para tomar posse foi informada que não poderia devido a obesidade. O médico afirmou com todas as letras que o motivo era a obesidade, e ainda completou dizendo que isso não sai nos editais porque desrespeita a pessoa, mas o que desrespeita mais? Estar escrito ou ser praticado o ato discriminatório, e por que não chamar de crime?! Não publicam nós sabemos bem o motivo...



A pessoa vai lá e passa, mostrando que tem "bala na agulha" após competir com tantas outras também muito esforçadas  que há anos vem estudando, pois sabemos que a concorrência se torna cada vez maior, e na hora da nomeação o que vale é a tão famosa aparência.




Mas onde fica a tal história que as aparências enganam?!... Afinal elas enganam só quando é conveniente? Ou elas não enganam e nós é que somos os maiores enganados nisso tudo?!  Que confusão! risos

Deveriam escrever no edital que obesos não poderiam participar!


Ah! Mas obeso pode pagar pessoal, e o que importa mesmo é o dinheiro!!! E calculem aí quanto perderiam excluindo os candidatos fora dos padrões estabelecidos pela querida mídia...


Obviamente para algumas funções é necessária a disposição e habilidade física sim que uma pessoa obesa, infelizmente, não terá, mas não acredito que isso se dê no caso de trabalho intelectual como é o dos professores e muitos outros profissionais como psicólogos, juízes, assistentes sociais, enfermeiros, odontólogos, fotógrafos, escriturários, caixas, assistentes administrativos, secretários  e tantos outros que eu nem preciso citar. 


Pelo menos do pouco que tenho estudado o que diz a Constituição Federal é que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer, mas o preconceito está ai cada vez mais presente na sociedade e o pior é que poucos canais da mídia o divulgam e menos ainda procuram eliminá-lo. Suponho que seja porque isso não dê IBOPE!!!

Mas voltemos à questão da capacidade:

Só é profissional capacitada, no caso das mulheres, aquela que consegue usar um salto alto, andar bastante a pé, sentar-se na metade de um banco, enfim, ocupar menos espaço físico?!   E o que dizer das magras que assassinam a língua portuguesa e não sabem efetuar sequer uma operação matemática sem a calculadora e mesmo assim ocupam cargos  superiores aos das ditas "gordinhas"  super inteligentes e talentosas?!


Eu não mediria a capacidade das pessoas assim! Primeiro porque nem é meu papel sair medindo isso, se é que alguém é capaz de fazê-lo,  e depois porque eu correria o grande risco de sempre ser deveras injusta tanto com uma quanto com a outra!!!



Seria excelente que a sociedade em geral fosse capaz de compreender que  obeso (a) é pessoa que sofre de obesidade, uma doença na qual a reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade. 





Mas não!  Muitos preferem continuar fazendo ao obeso o que fazem ao pobre. Põe-no a culpa de sua própria "desgraça".





É mais cômodo, causa menos comentários e exime mais uma vez o Estado de tratar uma doença tão séria deixando que tantas pessoas morram na fila de espera por uma cirurgia bariátrica, pois fui informada em palestra no Hospital Mandaqui, aqui em São Paulo, que essa espera varia entre 7 a 8 anos.


Enquanto esperam as comorbidades da obesidade aumentam e podem levar à morte: a pressão arterial desregulada poderá causar inúmeros desastres; se sofria de depressão com algum tipo de isolamento social pode até chegar ao  suicídio ou piorar significativamente seu quadro depressivo, pois geralmente trata-se de um público que não dispõe de recursos para pagar sessões num profissional da psicologia, sem falar nos que morrem nesse meio de caminho e só são lembrados, quando o são, numa reportagem, que não passa disso, afinal foi  "apenas" um pobre a mais que se foi... 


"Dói" muito ter que reconhecer que é isto o consenso entre a grande maioria dos homens que estão lá em seus gabinetes frios, muito distantes da realidade que nos cerca....


Bem, pra terminar quero deixar uma pergunta: 


Você acha que depressão leva a pessoa a engordar, que estar gordo causa ou pode agravar  depressão, as duas coisas podem acontecer concomitantemente ou uma coisa não tem nada a ver com a outra?






E mais uma:


Por que será que nas novelas quem faz o papel da empregada doméstica é sempre uma mulher fora dos padrões? Sim, por que na maioria das vezes escolhem as mais "cheinhas" ou as negras para esses papéis? E quando escolhem as magrinhas geralmente elas são "usadas" pelos patrões, já prestaram atenção que até nisso há preconceitos contra ambas - gordas e magras?! 











Vamos lá pessoal, quero que participem, e depois de ler os comentários eu posto a minha opinião.


Beijos mil











segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Contagem regressiva - Cirurgia marcada para 28/09/2011


    E aí eu chego em casa e minha "irmã" me diz: Ué Mara! Você não parece tão animada quanto antes!




    Deve ser a mistura de alegria com medo. Medo? Sim, pois o novo causa estranhamento, pois por mais que não pareça novo, devido ser um assunto que já venho tratando há algum tempo, na verdade o é, afinal a cirurgia bariátrica trata-se de uma técnica invasiva e que precisa de um preparo muito, muito especial.





    Mas eu não vou desistir; sou da turma dos que acreditam que desistir jamais é a solução. E além do mais nem tenho motivos para tal.



     Mas atire a primeira pedra aquele (a) que nunca sentiu um friozinho na barriga ao imaginar alguns detalhes concernentes a uma cirurgia deste porte.

    Vos adianto que junto ao "medinho" veio a preocupação com todos os mínimos detalhes,e  isso é porque eu nem sou detalhista...risos



     Gente, quem vai fazer a cirurgia prepare o bolso ou a conta bancária, pois aí vai uma pequena listinha do que será necessário adquirir:




Meias cirúrgicas;

Cinta cirúrgica;

Alimentos para a dieta líquida;

Peneira fininha e filtro de papel;

Pijamas, camisolas, peças íntimas, roupão de banho - arrume a malinha! rs

Injeção- Clexane 40mg para ser aplicada um dia antes da cirurgia;

Complemento vitamínico - que eu acho que vende em lojas de esporte ou no site das americanas. E custa mais ou menos uns R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais).

    No meu caso - tenho que comprar também a passagem da minha mãezinha linda para ela vir me por no colo e me dengar bastante.

   

    Tem muito mais, mas melhor não assustar vocês...risos.

    O bom é que tenho certeza que valerá muito a pena.

    Como estou super cansadinha porque estive em consultas dias 09,11,16,18 e 22 deste mês, estou postando menos, mas acredito que estando em casa nos dias pós cirurgia terei tempo suficiente para escrever sobre muito do que já me propus a alguns dias, pois uma dentre as minhas poucas qualidades é lutar para não esquecer o que prometí, pois me entristeço quando me prometem e não cumprem, e eu cobro, cobro mesmo, pareço criança! risos

    Recorro a Augusto Branco para finalizar a postagem de hoje fazendo minhas as suas palavras, associando-as a todo o processo pelo qual venho passando, não apenas ao que diz respeito à obesidade, mas também.

   

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
    abraçar a vida com paixão,
    perder com classe
    e vencer com ousadia,
    porque o mundo pertence a quem se atreve
    e a vida é "muito" para ser insignificante.



Beijos a todos.

♥Mara♥
















sábado, 20 de agosto de 2011

"Gordinhos(as)" precisam apenas de dieta e exercício físico?!



   Há quem tenha certeza absoluta de que nós gordinhos(as) só precisamos mesmo é fechar a boca, como dizem ao se referirem à dieta. 




  E outros dizem que precisamos é nos mexer, fazer caminhada, ir para a  academia etc.




    Mas aí eu venho hoje com minhas provocações e chamadas à reflexões:

    Será que só precisamos mesmo disto?!

    Não sabe?! 

   Então não nos diga nada se não lhes perguntarmos. 

   
  Grosseira, eu? Imagina! Apenas verdadeira... risos


   É assim pessoal. Sou do tipo de pessoa que antes de falar, prefiro ouvir, afinal acho que foi por isso que Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca, para que os usemos mais. E eu até cometo muitas gafes também, mas nessa questão melindrosa do trato com as diferenças muito tenho aprendido com a obesidade , pela qual fui e ainda sou  vítima de várias atitudes preconceituosas, como as que já citei noutras postagens, então me tornei muito mais cuidadosa nesse sentido, só isto! Mas é claro que tenho inúmeros outros defeitos... Quem não os tem?!

   Que eu saiba, considerando minha vasta experiência no assunto, lhes informo que precisamos bem mais que de uma dieta e exercícios físicos, não excluindo sua importância, evidentemente, pois não sou nenhuma ignorante para negar a necessidade e importância de uma alimentação equilibrada e da prática de exercícios físicos regulares.

   O que quero elucidar é que precisamos de mais, muito mais, e hoje me proponho a escrever sobre o pouco que for lembrando. Se ficar algo, prometo que posto depois.

   Começando sem uma necessária  ordem de prioridade, pois acredito que precisamos do conjunto:

TER AMOR PRÓPRIO



    Quando num dos tratamentos a que me submeti para a obesidade tive a sorte de conversar com um médico que tinha amizade com vários "gurus" da terapia, como ele mesmo disse, tive a oportunidade de ouvi-lo  dizer que se eu não me amava, também não tinha o direito de exigir que quem quer que fosse o fizesse.

    E foi aí que eu "acordei"... e comecei a procurar em mim algo além da obesidade, pois até então eu só conseguia enxergar a obesidade, e isso acabava sucumbindo todas as qualidades que eu tenho.

    Sou uma mãe dedicada, uma filha que se preocupa e que ama muito seus pais, uma irmã e tia super corujinha, enfim, sou uma dessas mulheres que acha que pode cuidar de todos quando na verdade não é capaz nem mesmo de cuidar de si sozinha. Ah! Sou uma esposa esforçada também ... risos

    Passei a conseguir identificar que eu era e sou além de obesa, uma excelente - modéstia à parte - profissional, pois me dedico muito a tudo que faço, procurando agir sempre de maneira ética. Sou extremamente cuidadosa com o público com o qual trabalho, tem uma imensa facilidade em me relacionar e de me comunicar , sou estudiosa e tenho certeza que o outro sempre tem algo para me ensinar e, portanto, contribuir para o meu desenvolvimento.

APRENDER A ACEITAR ELOGIOS



    Eu naõ sabia lidar com elogios, e depois dessa conversa com meu médico, comecei a lembrar quantas vezes achei  que as pessoas me elogiavam por dó. Que absurdo!

    Comecei a recordar a quantidade de vezes que me disseram que sou prestativa e pude comprovar que sou mesmo, e o faço de todo o coração.

    Me dizem que sou inteligente... quanto a isto, acredito que sou sim, mas talvez seja muito mais esforçada nos estudos que propriamente inteligente... sendo um pouco mais modesta... risos

    Me dizem também que tenho um sorriso contagiante, que deixo alegria por onde passo e semeio a paz. Me esforço para isso, e me sinto muito feliz em conseguir sorrir mesmo quando meu coração está super apertadinho e minha mente super preocupada com muitas coisinhas que é melhor nem relatar, pois quem é mulher e mãe sabe que preocupação é o que não falta nessa nossa cabecinha...rs

PRECISAMOS DE UMA FAMÍLIA QUE NOS ENTENDA E  NÃO QUE TENHA DÓ DE NÓS.



    Nós gordinhos (as) somos muito espertos (as) sim! E somos capazes de burlar dietas, se vitimizar e tentar enganar nossa família sim!

    Por isso precisamos de uma família que nos dê apoio, mas também contribua para o nosso equilíbrio.

    
    Eu tenho a sorte de ter duas filhas maravilhosas, e não tenho enfrentado problemas com preconceito vindo da parte delas; muito pelo contrário, me apoiam e quando necessário pegam no meu pé...risos

    Meu marido dizia que queria me ajudar com seus tratamentos de "choque", e acabava sendo grosseiro em suas colocações, aí eu aprendi com a psicóloga que precisamos dizer ao outro o que não gostamos de ouvir, e foi isso que eu fiz, lhe disse que daquele jeito ele não estava me ajudando, então ele começou a entender que o meu problema era uma doença e não gula, como a maioria das pessoas ainda pensa equivocadamente quando se refere a quem tem excesso de peso.

ENTENDER A OBESIDADE COMO UMA DOENÇA.




    E quem disse que eu entendia a obesidade como uma doença desde o início? Sofri muito porque me culpava por estar obesa. Imaginava que podia ter evitado, que realmente não tinha me amado, como me diziam alguns desentendidos do assunto, colocava a culpa em tudo e em todos, tinha sempre que encontrar um culpado... mas será que existe culpado? Ou melhor, será que a esta altura do campeonato vale a pena ficar procurando identificar culpados ou é melhor correr atrás do prejuízo e tentar não cometer os mesmos erros, mas se isentando desse sentimento tão terrível que é a culpa?!...

    Ouvi na última vez que passei com a psicóloga e acredito no que ouvi:  NÃO É APENAS COMIDA QUE ENGORDA!
     Eu tenho certeza que isso não é "papo" de psicólogo como muitos pensam. E sou prova disto, pois já fiz dieta e mesmo assim engordei nesse período. A revista VEJA e a ISTO É  publicaram certa vez matéria sobre  estresse engordar.





ENTENDER QUE OS OUTROS SÃO APENAS OS OUTROS




    Então... os outros sempre terão o que dizer, e na grande maioria das vezes não serão nada gentis e nem se esforçarão para ser. E nós mulheres nem esperemos que outras mulheres nos elogiem porque mesmo estando magras alguém procurará um defeitinho no nosso cabelo, na roupa, no calçado, na bolsa, na maquiagem, na voz, no brinco que não estava nada combinando com o resto, na maneira de andar, de cruzar a perna etc ...kkkkkkkkkkkkk  Então como diz uma amiga: desencana que a vida engana! risos.

    Lembrando do que mais precisamos, depois conto. 


     Agora vou zzzzzzzzzzz............