Às
vezes temos tanto medo do ridículo que dizemos que algo não é mais para a nossa
idade ou não combina mais conosco. Quem disse?! Por que temos que seguir os
padrões? Quem foi que estabeleceu esses padrões? Baseado em que? ... Seguir
padrões para as pessoas não falarem da gente?! Oh! Ledo engano! Diminuamos a ingenuidade, pois falarão assim mesmo!...
Então
sejamos felizes sem se importar com o que os outros pensam ao nosso respeito, pois os
outros são os outros e só. Se você gosta do colorido não dê lugar exclusivo ao acinzentado,
pois gorda ou magra, loira ou morena, com sobrancelhas "artificiais" ou não, com unhas pintadas
ou não, de salto ou sem salto, você só precisa ser você para ser amada e para
sentir-se bem.
Tem
gente que se preocupa tanto com as regras estabelecidas por essa nossa sociedade
hipócrita e excludente, que tem tanto medo do ridículo, que se torna por si só
uma pessoa ridícula. E eu estava nesse caminho, sendo meu próprio algoz.
Dê
risada alto, fale alto, dance, desça do salto, polemize (com moderação e respeito), seja mais você,
divirta-se, diga que ama, diga não, diga ao outro o que você gosta e o que você
simplesmente não quer, seja sincero
consigo mesmo e verá como sua qualidade de vida mudará.
A
partir do momento que me voltei para mim e passei a enxergar a pessoa extraordinária
que sou, o ser humano altruísta, cheio de erros, mas também de acertos, tudo
mudou para melhor. Passei mais de 20 anos da minha vida seguindo as opiniões
alheias e acreditando que era incapaz para muitos feitos, que hoje são
realizados sem grandes sacrifícios.
Gosto
de escrever dessa maneira “rasgada” porque estou cansada dos padrões por trás
de onde se escondem pessoas inseguras e amargas. Desejo que o meu ser evolua
cada dia mais e que eu deixe para trás tudo aquilo que me fez chorar, que me
sucumbiu, que me obscureceu. Agora devo tentar colorir mais meus dias, por isso
tenho usado mais o vermelho, o vinho, o laranja, o amarelo ao invés do preto, que
também tem seu encanto, mas era a única cor com a qual eu me achava “combinar”.
E
sobre padrão e sinceridade demais, eu disse uma vez a uma pessoa que roupa
estampada era muito “cheguei”, e essa pessoa gostava de roupa estampada. Quando
notei o que tinha feito fiquei morta de vergonha, pois essa de ser “cheguei”
ouvi e estava reproduzindo de uma pessoa extremamente preconceituosa e
desagradável que em nada tinha a minha admiração.
Tá
aí outra coisa que aprendi a deixar de fazer: teimar em dizer “minhas”
verdades, pois diz o ditado que quem teima em dizer verdades, perde amizades.
Você já parou para pensar se todos que tivessem uma crítica em relação a você
te dissessem na cara, como muitos se orgulham em dizer que fazem?! Pois é, será
que aguentaria tanta sinceridade?! Hum... talvez seja por saber que não
aguentaríamos que Deus não permite que saibamos os pensamentos alheios ao nosso
respeito.
A
mente humana é muito complicada, então precisei aprender a deixar as coisas
fluírem mais naturalmente, a ser mais flexível, a perdoar mais, a tolerar mais
e a entender que cada um tem seu tempo, seu jeito, suas preferências, suas
frustrações e suas formas de sentir-se bem e eu não tenho o direito de
interferir, mesmo sendo em nome dos "bons costumes"...
Beijos de luz,
Maracy
SP 21/07/2020


























