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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Nem tudo é o que parece ser.

Tenho me deparado com tantas pessoas cruéis e tantos maus profissionais que fico a me perguntar se é válido discutir ética com quem sequer sabe o significado de educação.
Pois é! Dia desses ainda fiz esse comentário para um renomado profissional da psiquiatria, e ele concordou comigo que não vale a pena mesmo perder tempo tentando mudar o imutável... atingir o inatingível...

Antes de se intitular uma boa pessoa ou um bom profissional é preciso conhecer e provar do amor, mas amor ao próximo está em falta!!! E põe escassez nisso!!!
A cada dia me decepciono mais com as pessoas, que se apresentam com tantas máscaras, com tantos discursos impregnados de falsidade.

Tenho conhecido pessoas tão cruéis, tão ardilosas, manipuladoras, cheias de si, soberbas e montadas em sua própria razão. Pessoas que não se importam se tiverem que prejudicar quem quer que seja para ascender pessoal ou profissionalmente. Mas estes se enganam quando na intenção de crescer, passam a diminuir o outro, a destruir a imagem do outro, a enganar... Tem gente que se acha esperto por saber enganar, e ainda tem a coragem de dar dicas e se orgulhar de instruir como agir para se sair bem em determinadas situações, as mais variadas.

Meu Deus! Às vezes meu maior desejo é poder sensibilizar essas pessoas quanto ao amor e ao respeito ao próximo. Logicamente não sou eu a melhor das pessoas, mas até chegar a parar para planejar o mal dos outros, aí já é o fim!...

Esses dias eu conversava com meu marido quando chegamos à conclusão que em sua grande maioria as pessoas não querem mais saber do outro, se esse outro tiver que ser eliminado para que ele ou ela possa prevalecer não se importarão em mentir, ludibriar, distorcer as palavras, se vitimizar, enfim, dar um jeito de se defender a qualquer custo. Alguns dizem que isto é a lei da sobrevivência, e realmente isso não é viver, viver em meio a pessoas que podem estar tramando algo contra si enquanto se está ali na melhor das intenções é sobreviver e é deveras desanimador...

Não sei muito explicar, mas sei que não quero ser assim. Quero continuar assumindo os meus erros, mesmo que eu tenha que pedir perdão. Não quero jamais ver a derrota do outro e não me importo se o outro está mais feliz que eu. Digo isto porque tem gente que até suporta que o outro seja feliz, porém não mais feliz ou bem sucedido que ele...

Ao meu próximo desejo o bom, desejo que ele receba das mãos de Deus tudo o que necessita para viver em paz.E o que me anima a continuar é saber que ainda existem os que se preocupam com o outro, embora sejam bem poucos.

Se eu não tenho coragem de tramar contra meu semelhante, logo suponho que ele também não tenha esta coragem para comigo, mas ai vem a decepção. As pessoas mentirosas utilizam de artifícios que nem sequer sabíamos existir.  E aí precisamos parar, respirar e tentar recomeçar. Não é bom que desacreditemos de todos, mas é positivo que tentemos nos blindar de alguma forma.

No ambiente de trabalho nos deparamos com cada situação! Enquanto uns se dedicam a fazer o bem, outros se dedicam a destruir, a diminuir, a humilhar e a dificultar a vida, já tão cheia de complicações e dificuldades, e tropeços...

Que seres são esses que ao invés de auxiliar seus semelhantes se alegram em coloca-los em situações constrangedoras, desgastantes, estressantes e até adoecedoras? Vangloriam-se por serem espertos e saberem resolver tudo facilmente... ao seu ver...rs

Talvez eu esteja hoje meio desacreditada de muita gente, mas uma coisa é fato: falar em amor não é amar! Definitivamente, estou convencida que é preciso mudar muita gente ou muito pensamento ou muita coisa, mas essas mudanças estão dentro de cada um de nós, por isso a urgência de nos conhecermos, para não nos pegarmos, de repente, agindo da mesma forma daqueles que nos deixam impressionados negativamente.

Ando meio cansada. Confesso que muito cansada e desapontada com as atitudes de algumas pessoas... Não vai muito longe para se perceber o quanto o individualismo tem predominado na face da terra:

 Eu não disponho de muita saúde, mas observo que ninguém  goza desta integralmente hoje em dia. Uns parecem saber reagir melhor, lidar melhor com as dificuldades, tem a tal da resiliência...

Chamo a atenção hoje para o fato de uma pessoa que se diz profissional haver comentado dia desses sobre critérios de avaliação. Segundo esta pessoa, ela não considerava justo quem nunca “pegou um atestado” recebesse a mesma nota de quem vive se afastando do trabalho. Meu Deus! A que ponto chegamos?!

Eu super concordo que é preciso considerar os colegas de trabalho e evitar por tantos outros motivos afastar-se , embora entenda que não sejamos insubstituíveis e que para se desenvolver um trabalho com excelência seja preciso estar minimamente gozando de saúde para tal. Tem gente que prefere ir trabalhar doente, ainda que fique ali apenas fingindo que está trabalhando, a admitir que precise cuidar-se e então voltar e dedicar-se integralmente.

O grande problema das pessoas desse tipo é a generalização. Vivemos sim num país corrupto, e como eu mesma acima mencionei existem muitas maldades disfarçadas de gente por aí, mas daí até você querer punir seu colega porque ele ficou doente é o fim!!! É querer punir duplamente!!!

Na ocasião da infeliz colocação da pessoa eu tive a oportunidade de expressar  minha opinião: concordo que as avaliações devam ser justas, e não me oporia jamais a assumir quaisquer erros que eu pudesse vir a cometer, mas olha, punir alguém por estar doente, ou por afastar-se do trabalho por motivo de doença, renegando-lhe o que é mérito na execução de sua profissão é no mínimo monstruoso, ridículo, lamentável...Em algumas ocasiões é muito mais válido reconhecer que precisa tratar-se que sair por aí fingindo ser bom profissional apenas pela “assiduidade”.

Bom, escrever mais agora parece desaconselhável, afinal se for pra falar as verdades que pensamos iremos atingir muita gente e o objetivo deste blog não é este, muito pelo contrário.

Tem coisas que é melhor fingir não saber ou não haver entendido, embora eu deteste que me subestimem e subestimem os que dependem do meu trabalho de alguma forma.

Melhor parar por aqui. Algumas vezes a expressão sem comentários é a que mais se encaixa com a situação presenciada, vivida ou sofrida...

Beijos de luz.


Terapia é preciso.


***Antes de tudo, considero importante deixar aqui registrado que escrevo o que penso o que não quer dizer que me sinta dona da verdade.

Quero escrever hoje sobre o quanto a terapia tem me feito bem e como acredito ser responsável pela modificação de minha vida para melhor em todos os aspectos. 

Sugiro apenas o cuidado na escolha do profissional, pois tive algumas dificuldades com isto, hoje superadas. Talvez eu seja exigente ou crítica demais. Não é que eu queira um profissional que concorde comigo, muito pelo contrário, preciso de alguém que me oportunize refletir, que me questione se precisar! 

No começo eu pagava a sessão e arrumava um jeito de não comparecer, até que um dia admiti que estivesse errada e que a maior ou a única prejudicada com isto era eu.

O começo é dificílimo, pois mexe com questões até então "adormecidas", que pareciam estar resolvidas. Depois vamos nos conhecendo, e a cada dia mais querendo nos conhecer. Isso traz uma paz inexplicável, uma sensação maravilhosa  de estar tendo a oportunidade de viver completamente diferente do que se viveu. 

Saia da terapia e vinha refletindo o quanto eu precisava dessa oportunidade, e a quantidade de situações que eu teria evitado se há muito tempo fizesse acompanhamento psicológico. Passei a assumir meus erros, a não atribuir a culpa de tudo aos outros, porque nem sempre os outros são os monstros que pensamos ser. Enfim, conseguimos enxergar as coisas de outro angulo.

Descobri que sofri em alguns momentos por algo que não era motivo de tanto sofrimento. Eu potencializava demais determinadas situações e gastava demasiadamente minhas energias com aquilo.

Tem uma hora que a gente se sente meio chocada com o que vai descobrindo a respeito de si, mas é fantástico.

Não adianta pensar que o terapeuta vai dar respostas a todos os seus questionamentos, eles não tem esse poder e nem essa ousadia, porque na verdade a maioria das respostas que buscamos estão dentro de nós.

Eu sempre quis compartilhar esse meu pensamento que terapia deveria ser algo obrigatório. Pois é, obrigatório. Sabe por quê? Porque nos recusamos a algo que pode ser a melhor escolha e o melhor investimento de nossa vida.

Uns se acham muito espertos, outros se sentem donos da verdade. Alguns talvez inconscientemente tenham medo do que possam vir a descobrir sobre si.

Sei bem de uma coisa: quando eu era adolescente e as pessoas usavam a expressão "espilicute" para dizer que eu era extrovertida, e diziam que eu era precoce ou que parecia ter mais idade, eu acreditava. Sim, acreditava de verdade, e só fui descobrir quase agora aos 44 anos que não sabia absolutamente nada sobre a vida e as pessoas, muito menos sobre si.

Percebi com o tempo que uma das ações que praticamos, ainda que na melhor das intenções é sair por ai aconselhando os outros, dando-lhes receitas sobre como agir. Ah, para! Nem nós sabemos direito o que há de vir em nossas vidas. 

Eu não quero aqui "convencer" ninguém a fazer terapia, se bem que aos que amo se pudesse os obrigaria... Risos. É que tudo se torna tão mais leve, as coisas fluem melhor, a nossa mente se organiza melhor. 

Tem gente que tem muita dificuldade de falar de si, outros pensam que com seus "estudos" e leituras já conseguem substituir a terapia. Ledo engano... 
Eu era rígida, ríspida, inflexível. Achava que procurar fazer tudo certinho era o suficiente para levar uma vida tranquila. Eu também media forças com os outros. Teve um tempo que eu descobri que queria ser princesa. Tive a oportunidade de conhecer na terapia sobre a falsa modéstia e tantas outras coisas que poderiam definitivamente mudar minha vida e a dos que convivem comigo.

Claro que não me tornei uma pessoa perfeita com a terapia, longe disso. Mas agora tento me avaliar, volto atrás, peço mais desculpas e às vezes admito que seja super egoista. E banco o que sou porque cansei de ter que ser a menina boazinha e simpática que um dia me disseram que eu precisava ser.


Enquanto eu vivi tentando agradar os outros adoeci imensamente. Durante o tempo em que a opinião dos outros era mais importante que a minha, foi o período de maior sofrimento da minha vida. Eu vivia em função do outro, sempre estava preocupada se estava a incomodar alguém. Parecia que eu era o centro das atenções, e pior, não deveria errar.

A sociedade, cada vez mais hipócrita nos coloca um fardo muito pesado para carregar. Precisamos ser fortes, educados, dedicados, cuidadosos, esforçados e tudo mais. Mas e nossas dificuldades, quem nos ajudará a superar? Concordo que devamos procurar ser uma pessoa melhor, mas precisamos admitir que somos suscetíveis ao erro sim, e que não há nada de errado com isto.

Hoje me permito errar, digo que estou com preguiça, assumo quando sinto inveja ou sou preconceituosa...

Hoje sou mais madura, me preocupo com o que realmente é necessário.

Um dia mina filha mais velha me disse que eu não era feliz porque não valorizava as coisas simples da vida. Não parava para observar o que eu tinha conquistado... E ela tinha razão!

Um bom exercício para vivermos melhor também é desenvolvermos a empatia. Obviamente ninguém jamais conseguirá colocar-se perfeitamente no lugar do outro, pois apenas cada um sabe bem a sua dor. Mas tentar refletir sobre como nos sentiríamos caso nos fizessem aquilo que fizemos ao outro talvez fosse um bom início de caminho rumo a solidariedade, ao amor, a paz e a conquista de novos horizontes.

A resposta para muitas perguntas ainda não tenho, mas hoje sinto-me mais próxima de mim mesma, mais conhecedora de mim.

Bom, tenho um turbilhão de idéias para escrever, mas tem me faltado tempo. Aliás, o tempo tem passado tão depressa e de uma forma tão desengonçada que me pergunto se ainda dará tempo de ter tempo...

Beijos de luz.