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terça-feira, 10 de junho de 2014

" Cuidado com o que fala!"


Parece que poucos tiveram a oportunidade de ouvir isto de quem os educou.

Então vamos lá! 

Várias vezes tenho presenciado algumas pessoas serem indelicadas com outras através de suas frases prontas, com  brincadeiras sem graça - porque tem gente que não tem jeito pra humor -  ou "espontaneidade" demais - aqueles que dizem que são sinceros mesmo e dizem na cara. Algumas também são desagradáveis com indagações sobre assuntos muito íntimos ou que não queremos comentar naquele momento.

Existe uma sensibilidade, a qual nem todos tem o privilégio de ter, para se perceber que diante de determinado contexto alguns comentários ou perguntas devem ser terminantemente evitados. 

Posso citar alguns exemplos. 


 Já que o o foco deste blog é obesidade começo falando sobre comentários neste sentido. 

Na prática o que quero dizer é mais ou menos o que segue:

1- Na presença de uma pessoa obesa evite fazer comentários sobre seu corpo sarado, ou sobre seu "equilíbrio" com a comida. Evite dizer que somos o que comemos e em hipótese alguma sugira que quem é gordo o é porque come muito, não se ama e não se cuida. Até porque isso não é a verdade absoluta. Se você tem um corpo esbelto, deixe que os outros o elogiem, mas lembre-se que a beleza é um conjunto e, sair por ai falando sem pensar nas consequências, definitivamente  não faz parte deste conjunto.


2- Não critique o jeito de falar (regionalismo) dos outros. Com uma cultura tão diversificada quanto a nossa, isto não é agradável. E sobre os erros de português, se houver intimidade o suficiente  para corrigir, mesmo assim o faça individualmente, jamais em público, pois será  deveras constrangedor e não soará bonito para  você. 


3- Outra pérola. Num salão de cabeleireiros, esses dias, uma moça fez um comentário que acho que não foi capaz de perceber  a "gravidade". Ela é branca e tem o cabelo crespo; o estava alisando. E tinha outra cliente afrodescendente ao lado fazendo a mesma coisa. Naquele clima de salão, a primeira disse: " Ai meu Deus! Eu sou branca e fui logo puxar a minha mãe com esse cabelo de negro!. Aff!  Fiquei com vergonha alheia por ela . Primeiro porque o comentário não contribuiu em nada e nem com ninguém, depois porque se a mãe dela é negra e tem o cabelo crespo isto não a torna inferior a quem quer que seja. Ademais, sem comentários!!!


4- Quando alguém lhe oferecer algo para comer, sugiro que ao invés de dizer que não gosta daquilo - para não desfazer da única coisa que talvez a pessoa tenha para oferecer - diga que acabou de comer ou que está com uma indisposição, e agradeça! Algumas pessoas podem pensar que não é certo fazer isto, por ser mentira, mas para não entristecer uma pessoa que gentilmente lhe oferece o que há de melhor em sua dispensa, eu considero valer muito a pena...


5- Sinceridade demais. Pois é! Tem gente que diz que fala mesmo é na cara, que prefere não ser falso e tal. Mas aí eu pergunto: E se todo mundo resolver ser sincero demais com você sempre?! Sabe aqueles dias em que estamos tristes e precisando de um colo ou um "ouvido"? E se justo neste dia você com toda a sua sinceridade acabar de empurrar uma pessoa em sofrimento para o fundo do poço com sua sinceridade "maldita"?! Também concordo que algumas verdades precisam ser ditas, mas pondere sobre a forma, a hora e o lugar. Tente se colocar no lugar dos outros, pelo menos uma vez na vida. Pratique a empatia!!!

6- Se não pode elogiar, fique calado! Assim, conheço algumas pessoas que passam vários anos sem encontrar-se com outras, e quando isto acontece dizem assim nessa falta de educação: "Vixe, como tu tá gorda, ou  Vixe como tu envelheceu!!!" Será mesmo que não havia outra frase menos "agressiva" e desmotivadora?!...

7- Toda brincadeira tem um fundo de verdade. Sabia que muita gente sabe disso?! Se você não tem o dom dos bons humoristas de fazer sorrir sem diminuir quem quer que seja, não force a barra, pois o risco de ser desagradável mais uma vez é quase óbvio! Brincar é bom, mas com moderação, na medida certa...

Acho que por hoje é só! ...




Beijos mil





quinta-feira, 5 de junho de 2014

Querer é poder!

Querer é poder!


Hoje sou uma nova pessoa: me amo, sou amada e amo o que faço! Enfim, sou feliz!!!



Mas sei que nunca deixarei de lutar contra a obesidade. Ela é teimosa, mas eu também sou, então estamos quites! rs

Lutar sempre!

E a luta continua...



Hoje decidi voltar a escrever, mesmo sabendo que meu tempo anda curto, e desde já me desculpo pela ausência.
Tenho muito que contar, afinal fui operada em 30/09/2011, o que quer dizer que já se completam 03 anos em setembro próximo.
Minha filha Leticia sugeriu que dividisse todas as novidades que tenho para contar em vários posts, assim não me perderia diante de tantos temas ... rs. Então vamos lá!

NO COMEÇO FOI ASSIM...

Pois é, no começo, apesar das muitas dores tudo parece fluir mais, até porque a perda de peso é mais acentuada, as compras de roupas se tornam mais agradáveis e os elogios vem às pampas.Depois vamos ficando meio no limbo, nem somos mais gordinhas, mas também não somos magras...




MAS A LUTA CONTINUA PARA TODO O SEMPRE...

A luta é para a vida toda. Isso mesmo! Quem pensa que os problemas se findaram está muito enganado(a). A guerra contra a balança é parte do meu cotidiano. 

Para não perder todo o esforço e não jogar fora as energias dispensadas tive que me convencer que a cirurgia bariátrica não é uma espécie de pó mágico que nos permite sair comendo mais do que deveríamos com a façanha de não engordar.

Cheguei aos 79 quilos. Para quem pesava 126 é bastante, mas não o suficiente para se acomodar. Quando escrevo isto estou afirmando a mim mesma o quanto preciso cuidar da mente, manter-se em terapia e realizar exercícios físicos, além de controlar o impulso e saber discernir o que é realmente fome e o que não passa de uma vontade, um desejo de comer. 

E sabe por quê? Porque recuperei alguns quilos e luto com todas as minhas forças para eliminá-los e está difícil. Foram 7 quilos recuperados em quase três anos e eu acho muito, muito mesmo!




TERAPIA É PRECISO

Posso dizer com propriedade que terapia é essencial. Procure um profissional com quem se identifique e mande ver. Minha vida melhorou em tudo e um pouco mais, pois descobri o quanto era poli-queixosa e o quanto me vitimizava.  Hoje reconheço meus erros, valorizo meus acertos. Permito-me errar e perder sem culpa, mas com moderação...rs. Pois é, mas também aprendi a não me boicotar, pois no começo, como mexemos com questões “adormecidas” até então, dá uma vontade de fugir das sessões pra não ouvir as verdades sobre nós mesmos. Incrível como sabemos pouco sobre si, ou o quanto fugimos para não admitir que nossas escolhas geram conseqüências pelas quais nós mesmos temos que lutar contra, aceitar ou tentar reverter.


EXERCÍCIO FÍSICO


Confesso que passei a maior parte da minha vida fugindo de exercícios físicos. Quando me matriculei numa academia, acreditam que eu me boicotava não me esforçando tanto para não suar? A quem eu pensava que estava enganando hein?!
 Detesto academia: aquele clima de competição, de disputa e soberba, algumas pessoas que priorizam a beleza à saúde e tal. Eu não estava ali para desfilar e muito menos para chamar a atenção, então eu não “combinava” com o ambiente. E lógico, o que acontecia? Fazia algo que não gostava, num lugar que não me agradava, com pessoas que eu não tinha afinidade alguma. Ficava de mau humor e precisa dizer que  acabei desistindo?!...




Mas fiz a maior descoberta que poderia desejar no quesito atividade física. Uma colega me apresentou ao que revolucionou minha vida: ZUMBA.

ZUMBA, ZUMBA, ZUMBA


Amo muito!





Zumba é uma modalidade de ginástica e dança que veio para ficar na minha vida. Ritmos latinos, calientes, colegas acolhedoras, ambiente agradável, resultados no corpo e na alma. Uma grande festa, como diz minha instrutora, que por sinal, é uma pessoa mais que fantástica. Prometo contar muito mais sobre zumba noutros momentos, até porque falar sobre algo que amamos é algo inevitável e muito agradável...



Por hoje fico por aqui, mas só pra concluir: não veja a luta como algo ruim. Você só precisa entender que :


Beijos,