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sábado, 20 de agosto de 2011

"Gordinhos(as)" precisam apenas de dieta e exercício físico?!



   Há quem tenha certeza absoluta de que nós gordinhos(as) só precisamos mesmo é fechar a boca, como dizem ao se referirem à dieta. 




  E outros dizem que precisamos é nos mexer, fazer caminhada, ir para a  academia etc.




    Mas aí eu venho hoje com minhas provocações e chamadas à reflexões:

    Será que só precisamos mesmo disto?!

    Não sabe?! 

   Então não nos diga nada se não lhes perguntarmos. 

   
  Grosseira, eu? Imagina! Apenas verdadeira... risos


   É assim pessoal. Sou do tipo de pessoa que antes de falar, prefiro ouvir, afinal acho que foi por isso que Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca, para que os usemos mais. E eu até cometo muitas gafes também, mas nessa questão melindrosa do trato com as diferenças muito tenho aprendido com a obesidade , pela qual fui e ainda sou  vítima de várias atitudes preconceituosas, como as que já citei noutras postagens, então me tornei muito mais cuidadosa nesse sentido, só isto! Mas é claro que tenho inúmeros outros defeitos... Quem não os tem?!

   Que eu saiba, considerando minha vasta experiência no assunto, lhes informo que precisamos bem mais que de uma dieta e exercícios físicos, não excluindo sua importância, evidentemente, pois não sou nenhuma ignorante para negar a necessidade e importância de uma alimentação equilibrada e da prática de exercícios físicos regulares.

   O que quero elucidar é que precisamos de mais, muito mais, e hoje me proponho a escrever sobre o pouco que for lembrando. Se ficar algo, prometo que posto depois.

   Começando sem uma necessária  ordem de prioridade, pois acredito que precisamos do conjunto:

TER AMOR PRÓPRIO



    Quando num dos tratamentos a que me submeti para a obesidade tive a sorte de conversar com um médico que tinha amizade com vários "gurus" da terapia, como ele mesmo disse, tive a oportunidade de ouvi-lo  dizer que se eu não me amava, também não tinha o direito de exigir que quem quer que fosse o fizesse.

    E foi aí que eu "acordei"... e comecei a procurar em mim algo além da obesidade, pois até então eu só conseguia enxergar a obesidade, e isso acabava sucumbindo todas as qualidades que eu tenho.

    Sou uma mãe dedicada, uma filha que se preocupa e que ama muito seus pais, uma irmã e tia super corujinha, enfim, sou uma dessas mulheres que acha que pode cuidar de todos quando na verdade não é capaz nem mesmo de cuidar de si sozinha. Ah! Sou uma esposa esforçada também ... risos

    Passei a conseguir identificar que eu era e sou além de obesa, uma excelente - modéstia à parte - profissional, pois me dedico muito a tudo que faço, procurando agir sempre de maneira ética. Sou extremamente cuidadosa com o público com o qual trabalho, tem uma imensa facilidade em me relacionar e de me comunicar , sou estudiosa e tenho certeza que o outro sempre tem algo para me ensinar e, portanto, contribuir para o meu desenvolvimento.

APRENDER A ACEITAR ELOGIOS



    Eu naõ sabia lidar com elogios, e depois dessa conversa com meu médico, comecei a lembrar quantas vezes achei  que as pessoas me elogiavam por dó. Que absurdo!

    Comecei a recordar a quantidade de vezes que me disseram que sou prestativa e pude comprovar que sou mesmo, e o faço de todo o coração.

    Me dizem que sou inteligente... quanto a isto, acredito que sou sim, mas talvez seja muito mais esforçada nos estudos que propriamente inteligente... sendo um pouco mais modesta... risos

    Me dizem também que tenho um sorriso contagiante, que deixo alegria por onde passo e semeio a paz. Me esforço para isso, e me sinto muito feliz em conseguir sorrir mesmo quando meu coração está super apertadinho e minha mente super preocupada com muitas coisinhas que é melhor nem relatar, pois quem é mulher e mãe sabe que preocupação é o que não falta nessa nossa cabecinha...rs

PRECISAMOS DE UMA FAMÍLIA QUE NOS ENTENDA E  NÃO QUE TENHA DÓ DE NÓS.



    Nós gordinhos (as) somos muito espertos (as) sim! E somos capazes de burlar dietas, se vitimizar e tentar enganar nossa família sim!

    Por isso precisamos de uma família que nos dê apoio, mas também contribua para o nosso equilíbrio.

    
    Eu tenho a sorte de ter duas filhas maravilhosas, e não tenho enfrentado problemas com preconceito vindo da parte delas; muito pelo contrário, me apoiam e quando necessário pegam no meu pé...risos

    Meu marido dizia que queria me ajudar com seus tratamentos de "choque", e acabava sendo grosseiro em suas colocações, aí eu aprendi com a psicóloga que precisamos dizer ao outro o que não gostamos de ouvir, e foi isso que eu fiz, lhe disse que daquele jeito ele não estava me ajudando, então ele começou a entender que o meu problema era uma doença e não gula, como a maioria das pessoas ainda pensa equivocadamente quando se refere a quem tem excesso de peso.

ENTENDER A OBESIDADE COMO UMA DOENÇA.




    E quem disse que eu entendia a obesidade como uma doença desde o início? Sofri muito porque me culpava por estar obesa. Imaginava que podia ter evitado, que realmente não tinha me amado, como me diziam alguns desentendidos do assunto, colocava a culpa em tudo e em todos, tinha sempre que encontrar um culpado... mas será que existe culpado? Ou melhor, será que a esta altura do campeonato vale a pena ficar procurando identificar culpados ou é melhor correr atrás do prejuízo e tentar não cometer os mesmos erros, mas se isentando desse sentimento tão terrível que é a culpa?!...

    Ouvi na última vez que passei com a psicóloga e acredito no que ouvi:  NÃO É APENAS COMIDA QUE ENGORDA!
     Eu tenho certeza que isso não é "papo" de psicólogo como muitos pensam. E sou prova disto, pois já fiz dieta e mesmo assim engordei nesse período. A revista VEJA e a ISTO É  publicaram certa vez matéria sobre  estresse engordar.





ENTENDER QUE OS OUTROS SÃO APENAS OS OUTROS




    Então... os outros sempre terão o que dizer, e na grande maioria das vezes não serão nada gentis e nem se esforçarão para ser. E nós mulheres nem esperemos que outras mulheres nos elogiem porque mesmo estando magras alguém procurará um defeitinho no nosso cabelo, na roupa, no calçado, na bolsa, na maquiagem, na voz, no brinco que não estava nada combinando com o resto, na maneira de andar, de cruzar a perna etc ...kkkkkkkkkkkkk  Então como diz uma amiga: desencana que a vida engana! risos.

    Lembrando do que mais precisamos, depois conto. 


     Agora vou zzzzzzzzzzz............



    


















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