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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Alguns espetáculos são verdadeiros "espetáculos" mesmo !!!


   Um espetáculo, ainda chamado de concerto ou show, é uma representação pública que impressiona e é destinada a entreter. Pode ser uma apresentação teatralmusicalcinematográficacircense, uma exibição de trabalhos artísticos etc.

    Também tem a definição de tudo o que atrai a vista ou prende a atenção. Às vezes recebe sentido pejorativo, transformando-se num escândalo ou desdém.

    Hoje fui a um que se chama "O amor e outros estranhos rumores", peça adaptada de três contos do escritor mineiro de realismo fantástico Murilo Rubião, com participação da atriz Débora Falabella e utilizando-se de minha liberdade de expressão afirmo que  infelizmente a peça trouxe uma grande maioria de cenas que se  encaixam muito mais na segunda definição do que vem a ser um espetáculo, ou seja, desdém.

   Não digo isto à toa. Pesquisei sobre realismo fantástico e de acordo com as pesquisas este tem por objetivo criar, através de elementos e acontecimentos extraordinários o irreal, sob uma ótica ordinária e comum, em um tempo geralmente cíclico e não-linear; o estilo procura, através de metáforas e situações que não são possíveis em nossa realidade, criticar e refletir através da psicologia e realidade humanas, utilizando elementos como misticismo, religiosidade, folclore e magia. Tais elementos causam no leitor sentimentos e emoções obscuras e inquietantes, onde histórias, algumas macabras e outras bem humoradas, provocam sensações diferentes graças à descoberta do desconhecido.

 Confesso que na peça de hoje não pude identificar o que foi explicado como realismo fantástico!!!  E deixo aqui a minha crítica: se quem fez a adaptação para o teatro quis  retratar algo bem humorado, usou de péssimo gosto ao escolher reforçar  tantos preconceitos.

 Infelizmente os artistas que são capazes de  "arrancar" boas risadas do público sem ter que apelar para a baixaria das comparações diminuindo os que são diferentes, como foi feito na peça com os calvos e os  obesos são bem poucos.





Pois é! Nas falas ouviu-se de tudo, mas o que se sobressaiu mesmo foi sobre a mulher engordar depois do casamento - enquanto a atriz Débora Falabella interpretava  Bárbara-  uma mulher que engordava a cada desejo não realizado pelo marido.


   Vestida numa roupa enorme que podia ser  e era  inflada a personagem representava uma pessoa obesa e o  ator que representava  seu companheiro perguntava à platéia se os senhores que ali estavam também tinham em casa porta-retratos com fotos antigas amareladas de quando suas esposas eram magras e seus dentes (dos companheiros) eram claros.


   Se me perguntarem o que ficou do que assisti lhes responderei sem dúvida de que foi a lição de que para assistir a  algo noutra ocasião como a de hoje  tomarei o cuidado de me informar antes do que se trata para não vir a  cometer o mesmo erro de hoje.


    Beijos a todos.

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