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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Querer que todos gostem de mim e que tudo dê certo...

 

         Eu me encontro nessa situação. E para falar a verdade faz bastante tempo, acho que desde que me entendo por gente. O pior é que criei minhas filhas nesses moldes.

         Sempre acho que devo agradar, que não devo dizer não, que tenho que ceder à pressão (até fiquei orgulhosa dia desses porque falei não), mas fica aquela indecisão: será que eu não deveria ter dito sim?!...Fico remoendo, mesmo quando minha chefe me manda relaxar e descansar.

         Nossa! Acho que isso é insegurança demais...

         Ouvi minha vida inteira de minha mãe, que eu não deveria desagradar os outros, mas e eu? Como fico? Eternamente desconfortável?!

         Sou muito vulnerável a opiniões alheias, e preciso ter minhas próprias conclusões, o que a vida acaba nos ensinando.

         Em partes tenho evoluído, mas falta muito ainda...

         Trabalho muito sob pressão, e às vezes me sinto mal por não conseguir servir a todos. Falta eu entender que nem tudo é possível ou está ao meu alcance, mas será que falta eu entender ou eu não consigo por em prática esse entendimento?!

         Ajustes precisam ser feitos, remanejamentos, mudanças, e eu fico com medo de machucar as pessoas. Como pode se trabalhar pensando só nos outros?!

         Eu preciso aceitar de uma vez por todas que não sou a fada madrinha, que não tem o certo e o errado, e que na vida, todo mundo tenta se sair da melhor forma possível, como pode, sem sacrifícios, sem horas de sono jogadas no lixo, sem muitos remédios para dormir a serem tomados.

         Tantas coisas que penso ansiosa e nem são realidade, nem acontecem de fato.

         Mas ser ansiosa, eis o meu grande problema. Fico ruminando coisas, vivendo e sofrendo pelo que talvez nem aconteça, como já não aconteceram muitas vezes. Preciso pensar: isso tem possibilidade até em que ponto de ser real?!

         Já passei por situações quase irreversíveis só por optar em não dizer o que precisava ser dito. Era só dizer com jeitinho, mas nem assim eu conseguia me colocar.

         Às vezes ainda me pego pensando: será que a pessoa vai se vingar? Será que não vai mais falar comigo? Coisas corriqueiras que eu transformo em grandes montanhas, e que apenas precisavam ser expressadas...

         Aquele “quem não tem colírio, usa óculos escuros” parece não ter sentido para mim, porque a qualquer preço eu quero dar o colírio, amenizar o sofrimento dos outros...

         Por que será que eu me preocupo tanto com o que os outros pensam sobre mim? Por que será essa necessidade de ser aceita e ter tudo validado pelos outros?! INSEGURANÇA, FALTA DE AUTO ESTIMA? Só pode ser!!!

         Em que momento da vida poderei me desfazer desses valores? Espero que em breve.

         Muita gente fala algo que não concordo e eu me calo. Não queria ser assim. Guardar sentimentos horríveis que apenas me fazem mal. Tenho que aprender a reivindicar direitos, a ter poder de fala, justo eu que tenho uma profissão que almeja dar voz aos excluídos (serviço social) me vejo calada, quieta, aceitando que me confrontem gratuitamente...

         É isso aí! Preciso mesmo é me dedicar a jogar melhor o jogo que a vida me propõe a cada instante. E aprender que posso ganhar ou perder. O que vale a pena mesmo no final, é ter participado do jogo! ...

 

Beijos de luz!

Mara

SP 09/04/2024

        

 

 

        

 

 

 


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