O tempo, a falta de tempo, a educação, o estrelismo etc
Tem coisas que só o tempo de Deus pode resolver. O tempo D’ele
não é o nosso. Mas teimamos em achar, ansiosamente, que somos capazes de
resolver antes, como se estivesse sob nosso poder.
Já passei por situações difíceis que só próprio tempo pôde
resolver. E depois olhamos para trás e dizemos: eu não acredito que superei
isso, que venci, enfim, que estou aqui do outro lado do caos que vivi.
As situações se colocam em nossas vidas sem nem mesmo buscá-las.
Chegam e te pegam de surpresa, e minha mãe tinha a máxima de dizer: “Não
desagrade ninguém!” Aí eu fico me perguntando até que ponto isso é benéfico,
pois ao não desagradar o outro, desagrado a mim.
É só ter um jeitinho para falar as coisas necessárias, mas
nem sempre a gente tem esse jeitinho, e aí fica ali enroscado na garganta, e
pior que o corpo adoece feio.
Sou dessas pessoas que preza pela paz. O barulho, a briga, a
discursão me deixam mal. Vou diminuindo o equilíbrio emocional, e daí para uma
crise de ansiedade são “dois palitos”.
Ultimamente tenho pensado que cada dia que passamos é um dia
a menos e não um dia a mais. Sem querer ser pessimista, mas essa é a realidade.
Depois que perdemos um ente querido isso fica mais evidenciado.
Nesse mês fizeram no meu trabalho uma homenagem às
funcionárias falecidas, tem frases que falam de legado, muito bonito por sinal.
Olhando aquelas fotos me debrucei sobre o pensamento de que parece mentira, elas
ali sorrindo, tão lindas. As encontrava nos elevadores, cumprimentava.
Sim, cumprimentava, coisa que fazem bem pouco no meu
trabalho.
Eu sempre tive a impressão que quem tinha um doutorado ou um
pós-doutorado, espontaneamente teria educação; ledo engano. Quando cheguei no
meu local de trabalho, cumprimentava as pessoas e elas ignoravam. Eu ficava
muito mal, mas depois entendi que podia não estar bem, ou simplesmente ter o
direito de não querer me cumprimentar. Aí passei, infelizmente a não mais jogar
meu cumprimento “fora”.
Vê-se cada profissional famoso por seu título e sem um
milímetro de educação. Alguns acham até que somos inferiores, no olhar
desdenham.
Tive que aprender a lidar com isso, mas confesso que não foi
fácil não. Teve uma dessas “profissionais “aí que até gritou, literalmente,
comigo, me desrespeitou e à minha profissão, mas felizmente trabalhei em
terapia e superei, mas evito, confesso que evito a pessoa para me ver livre do
desgaste.
Tem muita gente trabalhando doente, não faz terapia e nós
precisamos de terapia para lidar com elas. Quantas vezes chorei por causa de
gente que não se trata, não tem a crítica de perceber que precisa de auxílio
profissional. O difícil é você ter que compreender a dinâmica adoecedora das
pessoas desse tipo.
Tem gente que assume vários plantões em busca do dinheiro e
esquece a humanização, o sol, o ar, os bens que Deus nos proporciona
gratuitamente.
É uma pena que existam pessoas que não vivem, mas apenas
passam pela vida. A soberba cega, a ambição vai matando uma essência boa que
talvez houvesse.
Prevalece numa classe profissional que não vou citar, uma
questão cultural de superioridade. Nem parece que lidam com a finitude da vida.
São pessoas amargas, negativas, arrogantes, doentes, enfim.
Estrelismo: segundo o Google é comportamento característico
de quem, sendo ou não um astro ou estrela, exige ser tratado como tal,
chegando, por vezes, à arrogância e ao vedetismo (atitude de vedete). Se
conheço gente assim que se diz profissional de ponta?! E se conheço... nossa, prefiro
parar a crítica por aqui!
Respeito e educação é algo que vem de berço mesmo, como diziam
os antigos. De nada adianta ficar tantos anos estudando para sair maltratando
os outros gratuitamente. Banco de escola realmente não muda a visão de mundo
que a pessoa tem e que parece ter trazido de casa.
Por hoje, fico por aqui. Já fiz o meu desabafo. Quero que
todos entendam que não me considero dona da verdade. Eu apenas sou uma pessoa
comum que tem algumas inquietações e resolveu escrever para deixar registrado.
Beijos de luz!
Nenhum comentário:
Postar um comentário