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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Amor de filho ou de filha.

Por que será que falam tanto em amor de mãe e tão menos de amor de filho?!



No dia que fui à consulta para marcação da cirurgia, prestei atenção que havia muitas pacientes nas mesmas condições que a minha, com excesso de peso, umas esperando também a cirurgiã, e outras esperavam a psicóloga, e entre estas, havia uma que estava com seu filhinho, um menino de uns 4 ou cinco aninhos, lindo por sinal.

Esperar nunca é bom, e suponho que para as crianças seja ainda mais insuportável, então como a espera estava longa ele já estava ficando meio inquieto, mas o que me chamou a atenção mesmo não foi isso, e sim, a maneira daquele menino de olhar para sua mãe, que apesar de obesa, é sua mãe, a melhor e mais bonita mulher do planeta!



Pois é, sou assistente social, e uma das discussões que trouxemos para a equipe esses dias é a de que não devemos utilizar o termo família desestruturada, afinal o que seria uma família estruturada? Aquela que aparece nos propagandas de TV como um modelo ideal, mas que nem sempre bate com o modelo que temos encontrado por aí?!

E no desenrolar da discussão eu trouxe sobre uma leitura que realizei, que para uma criança, por exemplo, não importa se a família dela está nos padrões que a sociedade estabelece como estruturada, mas sim se a protege, se cuida dela  e se lhe dá o carinho de que necessita. Mas não me estenderei nesta questão, pois daria uma página apenas sobre isto...risos

Aí remeti isso para o que vi lá na clínica...

Para aquele menininho, não importa se sua mãe é "gorda", ou se ela é diferente das demais, e muito embora ela esteja ali numa medicina preventiva, num processo para daqui mais a alguns meses realizar uma cirurgia bariátrica , o que importa para ele é que ela é linda daquele jeito, e que nenhuma mulher desse mundo poderá substituí-la jamais!!!




E então eu convido aos que dizem que o único amor verdadeiro é o de mãe, para repensar e imaginar que alguns filhos também amam muito os seus pais, independente da forma física que se apresentem, ou das condições financeiras que tenham.



Eu, por exemplo, não tenho nem palavras para explicar o amor que sinto pelos meus pais...

E fiquei toda feliz quando mesmo estando cansada e com um rosto abatido,  minha filha Leticia me olhou e disse: " Eu amo esse sorriso!..."

Também fico feliz quando a minha filha mais velha me diz que sou seu exemplo, entretanto, isso me preocupa muito... risos

Há dias eu queria registrar esses meus pensamentos sobre o amor dos filhos, pois considero injusto generalizar que os filhos de hoje em dia não amam seus pais.


Enfim, amor não se mede, e como sempre diz minha amiga Suzani: "Amor é atitude, e não apenas sentimento!". E eu consegui enxergar a atitude daquela criança ao olhar para sua mãe, uma atitude de explosão de amor e de carinho, que suponho que dinheiro nenhum possa pagar àquela mulher.

 Então convido a todos a procurar compreender que o amor existe e pode estar muito mais próximo de nós do que o que somos capazes de perceber.


Beijos mil.




2 comentários:

Anônimo disse...

Marinha... Obrigada por mencionar minha fala... vc é muito especial... Te amo!!!
Não tenho nem palavras para descrever o quanto gosto de vc... no entanto, espero sempre ter a sensibilidade de estar ao seu lado sempre que vc precisar!!
bjuss
Sussu.

Eliana disse...

Mara, li a sua postagem, e me identifico muito com o que vc disse. Também sou assistente social de formação, mas não exerço mais a profissão, por razões que a vida foi me dando. Porém, acredito que nunca deixarei de ser assistente social, pois acredito demais em tudo o que o curso me ensinou. Com relação a família desestruturas, em minha opinião elas não existem, o que existe sim é uma diversidade de tipos de famílias, afinal, existe um diversidade imensa de pessoas, simplesmente não dá para rotular.

Também sou uma pessoa que vive o problema da obesidade, e da luta pelo emagrecimento. Atualmente faço o programa dos Vigilantes do peso, e tenho me sentido muito animada, já se foram 6 kg em 2 meses. Sei também que essa luta é para a vida inteira, mas o que importa é estarmos motivados a seguir os caminhos que escolhemos.

Boa sorte na sua cirúrgia!!!!

Suceso!!!

Eliana